segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
O homem que queria ser
O homem que queria ser
E não era nada
Ou nada queria
Talvez queria nada
Ou nada ele devia ser
Mas como desejo é desejo
O homem queria porque queria ser
sexta-feira, 10 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
!!! Confissão de mulher !!!
não garotos, eu não acredito nele,
mas o espero, e cada vez que durmo sonho com ele, e sonho com uma casinha de campo,
como toda mulher,
e gostaria de ter filhos lindos, seriamos uma família feliz,
sim garotos, uma família,
é este o sonho maternal que se acende no coração de toda menina ao crescer,
mesmo sem perceber, mesmo sem entender...
Só queremos abraços acolhedores todas as noites e um beijo em todas as manhãs,
só queremos segurança, do tipo que só um homem pode nos dar,
é a necessidade inconsciente feminina,
e sonhar com o princípe
sempre sonhando, poder se dedicar a um marido, um que seja só meu, que me ame,
somos todas fortes e independentes, mas lá dentro, a fantasia da felicidade nos bracos de um principe
sempre vive e viverá
seja em um coração novo ou velho, só basta ser coração de mulher.
Somos todas mulheres, mas nossa especialidade é sonhar como a menina que um dia já fomos.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Flor, a folha que subiu na vida
já tinha sido verde e brilhante quando estava pindurada, desfilando parada com suas lindas cores
agora estava caida,sendo pisada por qualquer coisa que tinha patas ou pés
em sua mente já sabia que era o fim
só esperava o último suspiro... mas sentia a demora...
em um belo dia ela simplemente foi soprada pelo vento e pousou no galho mais alto de uma árvore, e então, ali, ela começou realmente a viver.
enjoy
sábado, 28 de fevereiro de 2009
..Em dúvida sobre o título..
O que fazer? ou será não fazer? As palavras foram escolhidas com cautela, mas ainda assim me confundem, não sei o que dizer, nem sei o que pensar, será melhor nada ser? Mas então seria o fim, o nada não me traz o que eu quero, a dúvida reina em minha cabeça e meu corpo endurece não sabendo que movimento fazer, o que devo ser?
Talvez eu não deva me preocupar, mas como não? se é o que me faz feliz! como agir de forma não artificial?
Quando o ser humano perde sua espontaneidade e começa a calcular e pensar no que é melhor para se fazer, perde a vida, se o dilema for o que dará mais retorno, o que o fará mais feliz, e não se sabe o que é, então tudo se confunde não chegando a uma solução e me deixando sem saber o que fazer.
Que saudade da minha espontaneidade! / das coisas não perfeitas!
.espontâneo.
..a facilidade com que alguma coisa se produz..
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
!BA..gUn/Ç a+
Conteúdovolumoso que se expande alémdocoração e toma todas as partículasdesangueesuor do humilde corpohumano, correndopelasveias e atravésdosossos confunde o cérebro, mas o que seria tão poderoso como o amor?
Tão dominador que confundepensamentos e só nos é possível esclarecerasidéias quando a confusão já foi passada, ocorpointeiro se empenha para reorganizar as coisas, antes de tudo arrumado, elevoltadesequilibrando...
Com toda essa algazarra ainda consegue ser almejado, sua bagunçaéboadesentir, sua maneira de chegar e dominarocorpo é maravilhosamente tentadora.
É a inocênciaconfusa que sobrou de quando éramos crianças, aquela visãodomundo que nos levava a crernoincrível e a duvidar do que esta diante dos nossos olhos, daformapalpável, talvez seja por isso que seja tão bom, nos faz voltar a ter o que perdemosaocrescer.Perdemos muito com os anos, porém imperceptível até que se reflita sobre isso. Entendo pelos meuspensamentos, que podem estar confusosedesorganizados com risco de não se basearem em algo racional, que esta bagunça é o amor. É algo com o que nascemos e procuramos depois de nos vermos apenas como pessoas perdidas.
...Apenas pessoas perdidas...
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Karat Aquarell
Cada cor, cada tom guardam um pedacinho da minha alma.
Cada ponta perdida é um amor despedaçado, cada lápis gastado é um momento da minha vida que se foi.
Pinto minhas lágrimas de rosa para tentar deixá-las alegres.
Pinto minhas feridas, para que escondidas eu não possa vê-las, e simplesmente as esqueça.
O lápis descascado expõe coisas que eu não diria.
Cada esfarelado de cor, lá se vai uma partícula de sentido,
Se esgotando a felicidade.
Minha vida em doze fragmentos que se acabará quando o último lápis pintar um belo arco-íris colorido e perder sua ponta.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Pedaços
em pedaços de amizade
porque aquela era sua vida
e seus pés estavam firmes,
a cada pedaço suspirava mais cor,
cor com sabor de intensidade,
mas quando se fragmentou
perdeu-se entre lembranças de felicidade
e sentimentos de raiva,
mas nada apagava
as intensas risadas de amor.
E no final de uma vida
pessoas à populavam sorrindo para ela.
Tinha a idade do mundo
e não tinha mais idade pra o entender,
então reviveu sua vida
e refez os pedaços de amizade que faltava
sorrindo em forma de diversão,
ali mora uma verdade
uma mulher feita de amizade
carne do meu sorriso
o frio que nos aproxima
é o teu beijo
no meu sonho branco e preto
você sempre voa comigo
e deslumbrandes de alegria
viajamos nos sentidos
o ápice é a carne
carne do meu sorriso
que você tanto se esbalda
e eu, eu me delicio
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Milímetros
de vidas caladas, os muitos verões que vivi se remexiam dentro de mim.
Vozes gritantes alteradas ao meu redor e meus sentidos balançando suas mãos e me desejando uma boa vida,
essa tarefa de buscar é coisa complicada, quando se acha algo, se acha nada,
e quando se acha algo nada, não se sabe se aquilo é alguma coisa.
Minhas pernas de concreto doíam e minhas botas estavam pesadas, mas digo-lhes uma observação importante: era meu coração que pendia à dois milímetros do chão.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
O buraco
O buraco vazio preenchia o coração de nada,
assim ligava os dois como meras estações de tempo,
e por serem tão vazios, tão parecidos em suas complexidades individuais, depois de alguns verões
se tornaram mais ligados que qualquer coisa que existia, mais que qualquer casal de amantes, tão forte que nem podiam se soltar, e quando os casais meramente apaixonados se decepcionaram,
e quando o mundo se tornou um lugar de pessoas artificiais, foram eles, os últimos a guardar um algo sincero, prevaleceram, e provaram que tudo é feito de um ritmo diferente para cada ser. Viveram felizes para sempre, isso mesmo,
felizes cheios de nada, contrários a tudo que o ser humano acredita e de acordo com o que realmente é real.
É difícil encontrar amor em sua forma original, as pessoas nem sabem se amam,
mas o buraco,o vazio que os única, era pleno em si,
e era um tipo diferente de um ponto de vista que podemos ter de amor.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Uma história, uma menina e muitas tias
Cabelos na cara, sempre de vestido, tamanho mínimo e se achando grande
Pele de leite e olhos da cor do céu.
Criada entre tias gordas e simpáticas,
que a fazem sentir-se mimada
E mesmo crescida querer deitar nos grandes travesseiros feito dos seios de suas tias quando está triste,
sentir o batuque do coração e escutar aquele som confortando-a,
quando não é possível, fecha os olhos e imagina.
E a imagem a faz sentir conforto.
A menina vermelha,
que quando nasceu aprendeu a fazer cara de anjo para conseguir as coisas,
depara-se com uma vida que não amolece com seu rostinho.
Tudo na vida que ela quis sempre conseguiu,
mesmo sem se esforçar, só acreditando.
Agora que não tem tudo em sua mão e que não consegue acreditar em algos,
se vê desesperada,
e nesse momento ela descobre coisas que ninguém nunca vai saber
e lembra de suas tias,
todas em volta dela apertando suas bochechas e trocando palavras com sua audição, a fazendo se sentir amada de um jeito que não imaginava que era daquele jeito,
não até sentir falta.
E as crianças?
Aquela renca de remelentos que a faziam sentir-se maravilhosamente igual a todos e especialmente diferente e única.
Que saudade!!!
Que frio que sente aqui, mesmo neste calor, está sozinha.
Para quem cresceu entre muitas criançinhas,
e encarava adultos como gigantes, e as portas como enormes entradas,
e seus sapatos sempre eram um par de três.
E ela imaginava de onde apareceu o terceiro sapato repetido de uma lado do pé!
Quando apertava os olhos via cores,
será que os cegos podem ver isso também? não precisa ter capacidade de visão realmente!
Um dia
Chorou porque queria levar o mendigo pra tomar banho em sua casa
Comer em seu prato,
dormir em sua cama.
Fez um plano,
de como ajudar crianças de rua.
Deitou na enorme cama no quarto dos pais,
arrastou os cabelos da cara
e simplesmente pensou que se ganhasse muito dinheiro poderia comprar uma casa grande e colocar as crianças ali,
lá elas iriam se dividir, metade delas fariam comida e cuidariam da casa, a outra metade iria trabalhar em reciclagem pra manter a casa, pronto, tudo resolvido
Dia seguinte:
Deitou na mesma cama e chorou muito porque tinha tomado seu primeiro NS.
Mal sabia ela que a vida ia ser muito mais severa e quantos NSs daria pra menina.
Morria de medo de ficar sozinha,
e morria de vergonha de dizer que tinha medo.
Gostava de filmes de terror
e queria mandar em tudo, onde podia meter o bedelho, lá estava ela de enxerida, rebeldezinha desde criança.
Quando maior,
reconheceu que não era um exemplo de obediência, gostaria de ser sinceramente, mas não era.
Não é fácil mudar.
Vivia correndo e se machucava frequentemente,
mas não ligava muito
Dormia com a irmã mais velha que praticamente a esmagava
deixando ela toda noite sem ar para dormir,
mas nenhuma vez reclamou,
Não é porque parece ruim que realmente é ruim.
Amava bonecas, principalmente as que eram quase do mesmo tamanho que ela,
era brava,
sempre se “destacava” por ser desastrada.
Desenho era com ela mesmo e animais?
Ela sonhava em ter um cachorro
Mesmo sem poder, então pegava o cachorro da vó de porcelana
pé ante pé e o levava pro jardim e se divertia
Depois colocava em cima da TV onde o encontrou
Tomava cuidado!
Bem
A menina cresceu...
...na idade
Continua querendo ajudar mendigos
Mas hoje precisa primeiro se ajudar.
Aprendeu isso, não dá pra ajudar outra pessoa se você não pode se ajudar.
Então,
na situação que esta,
fechou os olhos.
Pensou nas confortáveis e macias tias
e no jardim onde adormecia debaixo da sombra da árvore da Vó,
no qual o sol passava entre as frestas das folhas formando um perfeito chão morno
E adormeceu...para acordar triste na próxima manhã.
..il propage ses ideias..
terça-feira, 6 de maio de 2008
Arte
O que tem valor cultural? O artista ou sua obra? Quero dizer, é claro que a obra artística que vai integrar na cultura, seja esta obra: quadros, textos ou simplesmente um conceito. Mas como as obras são graduadas? Pelo seu valor único e conteúdista ou pela sua autoria?
Suponhamos que o Rei Roberto Carlos fez uma linda canção sobre o Brasil ganhando méritos pelo feito. Agora vamos pensar se o seu Joaquim da vila que inspirado escreveu esta canção ao invés do rei, se ele receberia tamanho reconhecimento, ele teria a mesma divulgação? O amigo dele elogiaria o autor se soubesse que foi escrito pelo “rei”, porém não daria tanto crédito ao amigo cantando pra ele. Algo a se pensar... Realmente precisamos refletir sobre o que é uma arte e julgá-la por si e não pelo seu autor. A arte não respira e não se explica. Será que tem o devido julgamento?
R. Mutt já discutia o reconhecimento de arte quando chamou o seu famoso mictório de arte (para se ter uma idéia de que desde muito tempo isso está em discussão), mas aqui vamos discutir outro problema da arte.
Podemos chegar na conclusão que o reconhecimento de uma obra depende da pessoa que a fez, obviamente que tem suas exceções mais aqui estou comparando ao valor que damos em algo feito por um famoso e por um anônimo.
Hoje em dia temos dons diversos em um país mais diverso ainda e alguns desses dons encontram um espaço para florescer e conseguem atenção com o passar do tempo, porém a popularidade conta muito para uma obra ser reconhecida, o valor cultural é feito de nomes de pessoas e não propriamente de obras, aliás, não estou tirando o reconhecimento de alguma obra, mas basta algum ser fazer uma obra que seja reconhecida (seja por merecimento ou não) que ela será valorizada, porém todo seu crédito ira para o nome do autor, e automaticamente transmitirá valor para as consecutivas obras deste, é a grande influência de uma pequenina assinatura em algum canto da obra. É o tipo situação típica em que muitos praticam: uma pessoa olhando para obras em uma exposição comenta que achou tudo um conjunto de coisas feias, seu amigo ao lado simplesmente diz ”até parece, foi...o autor que fez esta obra “, e aquela pessoa começa a observar novamente a obra e simplesmente do nada encontra beleza em uma questão de segundos. Se observarmos essa cena típica como paramos para observar uma arte, levando em conta somente ela e não seu autor, pode-se chegar a conclusão que a popularidade influência na arte como ponto positivo ou não. E se todos parassem de assinar suas obras? quantos artistas maravilhosos estão desconhecidos e nesse caso teriam a mesma chance que qualquer outra pessoa, não tiro a grandeza dos artistas afamados, eles realmente são ótimos no que fazem para chegar aonde chegaram (ou só foram ótimos uma vez), mas existe um exagero em alguns e falta de reconhecimento em outros de igual ou melhor escala.
Será que aquela fotografia faria tanto sucesso se não aparecesse em um comercial o titulo de ”o melhor conjunto de fotografias feito pelo renomado...”! Como seria a venda de produtos se o próprio artista devesse trabalhar vendendo suas músicas para que sua arte seja aplaudida?
Encontramos dois problemas nesta parte do texto: a diferença em que todas as pessoas são julgadas, ou melhor, a indiferença com que algumas pessoas são vistas, a mania de titular e elevar alguns humanos mortais, observando aquele ser e o admirando, querendo ser igual, mas não olhando para seus próprios olhos e enxergando o seu dom, quantos amigos me mostram maravilhosas obras que vazam um talento que deveria ser expandido, as pessoas fazem heróis para acreditar e esquecem que existe um herói dentro de si.
O problema: O EGO. Todos os artistas querem ser reconhecidos pelas suas obras aumentando seu orgulho próprio, e alguns até se vangloriam com as maravilhas que fizeram o favor de emprestar ao mundo, iluminando-o com seu primor.
Se as obras fossem avaliadas não levando em conta as letras de uma assinatura, todas obteriam o mesmo direito de avaliação de conteúdo, e assim o mundo alcançaria uma incrível igualdade entre as pessoas, ou melhor, uma justa concepção de cada arte,mas isto é só uma alternativa. O mundo infelizmente está longe de ser igual e as pessoas mais infelizmente ainda estão longe de quererem igualdade.
...il propage ses ideias..
quinta-feira, 20 de março de 2008
Coração Macio
Garoto pimpolho
O garoto não conseguia dormir,
seu coração cantava tresloucado.
Deitou e sem conseguir contar carneirinhos
pos à mão no peito.
Batia forte, fazia barulho
Teve uma idéia
abriu seu peito com muita calma
apertou e colocou-o em seus olhos e deitou nele.
- coração você poderia, por favor, se acalmar para eu poder dormir?
que ele nem viu quando ela pegou seu coração e correu,
(as palavras matam, gritadas ainda! Vix!)
Obs (A menina continuou a ser serelepe e a roubar corações para dormir neles)
...il propage ses ideias..
segunda-feira, 17 de março de 2008
Minhas breves vidas
Minhas vidas complicadas, arrojadas, sinceras e amarguradas.
Nada de teatro, a pura essência da vida em seu sistema mais simples:
Inspirar e expirar, inspirar e expirar.
Digo a vocês que lembro de tudo, todas as minhas vidas.
De cada primeiro passo que me aventurei a tentar, de cada beijo desapaixonado que me deliciei e de cada falta de ar que senti nas minhas mortes. Se eu fosse um pensador arrojado isso seria algo a se falar...
Se eu fosse assim, ótimo escritor e bom com as palavras eu diria, aliás, não digo conclusões, reflito apenas. Voltando ao assunto, diria-lhes sobre o momento em que morremos, como completa o cansaço de viver e finaliza nossas vidas com um belo ponto final, sem começo de outro parágrafo posterior. Simplesmente viver é lindo e morrer é o ápice do sentido de viver, é o segundo que nos sentimos mais vivos. Mas não sou esse pensador tão bom assim para dizer essas coisas (quem dera). Então vou dizer de minhas meninas e meninos, velhas e velhos, jovens e complexos seres em que me fiz crescer:
Quando eu era garoto...
Não, não!
Quando eu era um moço...
Ah! Não sei por qual vida começar...
Coração de plumas, ingênua sorria.
Chamava-se...Deixa-me ver se me lembro...
.....................................................................
(depois de 847.237 dias)
Não me lembro não! Ela foi umas das minhas primeiras vidas, vou chamá-la de “como” me lembro dela: A investigadora.
Pq? Bem, esta mocinha tão simpática investigava sabores, não conseguia parar, queria saber do que era feito aquilo e isso para depois, adivinhem só! Comer.
- Mãe pq a nossa casa não é feita de doce como a do João e da Maria?
- Mãe pq os carros não são feitos de doces? Para quando chegássemos no destino, poderíamos descansar nos deliciando com a comida de que fizemos o carro. E é claro, se um velhinho passasse na rua eu daria um pedacinho pra ele.
- Mas só um pedacinho.
- Pára menina, você vai ficar de castigo!
Chorona a menina diz:
- Mãe, ô mãe, manhê!
- Pq você não me coloca de castigo num quarto feito de doces? Prometo que não vou sair de lá...
Despeço-me para ir comer algo (eu avisei que minha barriga fez um ronco) e enquanto me delicio tento lembrar de outra breve vida que tive...
...il propage ses ideias...
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
De te querer sem te amar, é a minha ingenuidade? Ou vontade de te encontrar? Eu queria algumas pétalas de flores pra enxugar meu coração. E a beleza onde está?
Ali oh!
O navio levou, levou minha vida também, levou você.
Cadê? Cadê? Só encontro confusão.
Queria tanto não ser assim, que as coisas não fossem assim.
Pq tanta ilusão? Insistir no que não pode? Pra q serve insistir?
A dor intensifica de novo, meu peito dói, meus pulmões fecham.
Eu queria poder, poder de decidir os sentimentos, coisa bagunçada esse negocio de relacionamento.
Pronto! Costurei o buraco do coração
Quanto tempo vai durar? Até afrouxar?
E daí esparrama. Fica de novo. Vazio cheio de dor.
...il propage ses ideias...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Gravata
E estava chovendo
Aquele barulhinho que parece cantar em meus ouvidos
Sexta-feira
Tem tudo pra ser um dia bom
Então coloquei meus papéis dentro de uma super-mala de couro
E sai andando
Os primeiros pingos de gota são os que a gente mais sente
Quando tocam nossa pele e escorrem em nosso corpo
O deixando com uma maravilhosa sensação gelada
Ai que vontade
Deu-me vontade
Mas não sei do que!
Que confusão
Andava lentamente sentindo as gotas mais do que alguém já sentiu
E tentando lembrar do que tinha vontade
De repente vi uma poça de água
AHHHHHH
Peguei meu guarda-chuva e abri
Não para me guardar
Pulei na poça
E comecei a rir como um tolo
Mas um tolo feliz
Ocorreu-me um pensamento:
Quando estamos felizes pq. importa as tolices que fazemos?
E me ocorreu uma conclusão:
Não importa.
Se eu não dar valor não importa
Dei uma grande gargalhada
Daquelas que dava quando era criança e minha mãe me mandava ficar quieto
Daquelas que dei quando ela se apaixonou por mim
Mesmo não ouvindo, prestou atenção em meus lábios.
Ah
Aquela moça de cabelos soltos
HAHAHAHAHAHA...
Empurrei meus montes de fios de cabelo molhados para trás grudando-os em minha testa
E já estava em casa
Prédio velho
Mas não me importo, gosto de coisas velhas e antigas.
Só não de moças assim!
(gargalhada)
Subi de escada
EU ADVIRTO: Subir de escada garante um exercício diário que muitos não fazem
Mas tem que subir ritmado e de coluna reta.
Batuquei os pés no corredor
E fiz uma mancha na parede com o pé
Então parei
Peguei minhas chaves
Entrei em minha casa
Andei até meu quarto
E encontrei a moça linda
Ela tinha acabado de tomar banho e estava com os cabelos despenteados
Em uma roupa confortável
Como pode ser linda em vestes tão simples?
Fui beijá-la
Ta eu sei que é deselegante abraça-la encharcado
Mas você não pensa em quanto era minha vontade?
Que aquilo não importa tanto naquele momento?
No dia em que me dei conta que as coisas não importam tanto?
Ela nem se importava também
Apertou-me com tanta vontade que me deu vontade de gargalhar
Mas meus beiços estavam ocupados
Em um beijo deslumbrante,
Que pena não ter platéia para ver tal espetáculo!
No fim do beijo
Deslizou sua boca em meu pescoço
E parou
Alguns passos para trás
E ela me encarou seria
Assustei-me com tal comportamento
Então apontou para minha gravata
Opa
O que é isso?
Fui ao espelho e lá estava
Um grande borrado
Ela passou a mão
E uma pasta vermelha grudou em seus dedos
Então me desesperei
Tentei explicar pq. sai atrasado
E pq. cheguei mais atrasado do que sai
Mas esqueci que ela não ouve
E como lhe explicaria?
Não me diga para escrever, a situação não espera!
Não dá tempo de procurar um papel!
Então me dei conta que mesmo que ela pudesse ouvir, a raiva a impediria de ME ouvir
Então me ocorreu um pensamento:
Pq. não damos valor até nos vermos em uma situação extrema e meu amor escorrer em forma de desespero?
Ela não tinha audição para ouvir
Nem voz para dizer
Mas nessa hora entendi tudo pelos seus olhos tristes de jabuticaba
Aqueles olhares conversaram comigo
Deram-me uma verdadeira lição de moral
E depois
Quando já não sobrava muita coisa de mim
Aquele olhar me esfaqueou
Senti a lâmina quente dentro de mim
Encostou-se a meu cérebro
Uma incrível onda de paralisia atacou meu sistema neural
Meu sistema linfático
E já não podia me defender
Desceu pela garganta
Me calando de vez
Parou meu coração
Meu estômago petrificou
E meus pés esticaram.
Faleci
E no dia que faleci aprendi quais eram as coisas que não importavam
Demorei uma vida pra aprender isso
Mas só em um milésimo de segundo antes de fechar meus olhos Me dei conta das coisas que realmente importavam.
...il propage ses ideias...
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
História inventada sobre verdades

Em uma noite fria de um circo velho,
De risadas vazias e belas dançarinas:
“Senhoras e senhores hoje apresento uma ninguém!”
OHHHHHHHH!
"Bicho estranho é novidade."
Apenas uma garota apaixonada por fotografia e aviões, sempre cheia de defeitos se desfaz em lágrimas, mas logo se refaz de espaços e vontades novas. Dá boas risadas quando está triste e tenta ser alguém.
De vida rasgada, tenta sempre remendar seu coração e manter o sangue entre as veias.
Sambando numa noite quente, quando o frio esquenta seu corpo, nem o calor a esfria,
Sem sentimentos e beleza entrou em um circo de porta cambaleada,
E saiu por uma janela fechada.
Brigado luu
respeitável público:
Me apresentei
e desde já agradeço a atenção.