segunda-feira, 13 de julho de 2009

Saudade...

Guardo música pra vida.
Guardo palavras para a história.
Tento, desajeitado, sentir o que me fazia viver na infância..
Me arrepende de coisas que fiz quando crescia e de erros que cometo quando grande.

Pinto de Bege e azul o preto da rua...
Canto parado, canções sem sentido para só eu entender.
Já tentei trazer isso para a minha vida, no lugar de trabalho, contas...
Mas descobri que crescer pode ser bem diferente do que brincávamos quando crianças.

Ainda me lembro do primeiro beijo, da primeira namorada...
Me lembro de momentos especiais e bem bestas para alguns,
me lembro do seu cheiro, do seu calor, da sua vida.. Bobo não?
Mas guardo essas coisas especiais em uma caixa... lá no fundo.

Uso palavras bonitas e um sorriso falso para esconder meus medos,
brigo com a vida, grito com o tempo... só pra tentar ser criança outra vez.
Choro o desespero dos desesperados afinado em Mi, Sol e Si...
Não consigo o sono dos justos pois minha consciência me mata aos poucos.

Sim... admito imperfeições em minha vida e a maioria delas foi causada e pensada.
Sinto uma saudade tão grande de uma única coisa, que acho explicável uma frase besta...
"Vou morrer de saudade"... sim, estou morrendo de Saudades, Mas como cheguei a esse ponto?
Hum... boa pergunta, Acho que... só abri os olhos.


just..enjoy.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Para quê?

Nós trabalhamos, lutamos para sobreviver,
e sobrevivemos para quê?

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Contudo...

Tem dias em que a hora passa devagar,
ela implora pra ser morta, mas não tenho o ponteiro certo.
Tem horas que a tristeza pede o desespero,
mas esse está tão longe quanto a felicidade.

Há momentos que uma canção é a solução,
porém não há como tirar uma bela melodia de uma pedra morta.
Há orvalhos que choram todas as noites,
já tentei enxugá-los, mas chorei mais que eles.

É possível que o amor seja tardio,
ele aparece de uma forma inexplicável, não bate, só estaciona.
É dito pelo velho realejo que o dia é calmo,
promíscua é a noite que raia um véu branco de pureza e serenidade.

Contudo, não entendo a felicidade.


just..enjoy.

A Carta...

Era simples. Pegou alguma grana. Deixou os cartões. Comprou uma passagem no cartão de um amigo e foi para a Colômbia. Sua viagem não demorou muito. Ninguém soube dele por três meses. Apenas um bilhete foi deixado. Nele continha poucas informações. Edgar nem se preocupou.

"Procuro algo que não sei onde está, ou com quem está!

Não me espere acordada mãe, Chegarei Tarde.


Eduardo."


just..enjoy.

sábado, 13 de junho de 2009

Quando o mar fala...

"Quando disse que seria o último toque em seus lábios, não disse que seria pela vida inteira.
Quando disse que seria a última palavra, não notei no tom da minha voz.
Ora menina simpática, estenda a mão e deixe-me tocá-la...
ora garota ruiva, deixe me perfumá-la com a essência da rosa mais perfumada.
Somos apenas donos de uma coisa simples chamada vida..
Não complique o que é complicado, não seja o que você não é. Apenas sinta.
Sinta o sol, sinta o céu, sinta o vento bater em ti nas tardes de verão...

Antes que acabe a luz, gostaria que você soubesse... Eu Te Amo."


John Brian - Carta a sua mulher, encontrada nos destroços de sua embarcação, presa dentro de uma garrafa de refrigerante - Mar de Bering.


Just..enjoy.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Mas... onde estão???

Alguns perguntaram onde estão Caio, Carol, Marco e sua turma. Bem... logo voltarão, como escrevi por mais de um ano essa história sem parar, resolvi dar umas férias prolongadas para eles. Hahaha.


just.. enjoy.

domingo, 31 de maio de 2009

O traste...

Ele veio andando, com um cigarro na mão esquerda. Parecia que não dormia a uma semana. Roupa amassada, barba por fazer. Andava devagar e olhava o movimento. Admirava as pessoas com um sorriso calmo. Chegou perto do rapaz e estendeu a mão direita.
-Olá Eduardo.
-Detetive.
-Ed, por favor. Queria falar comigo?
-É... precisava conversar.
-E quem é a garota.
-Uma vagabunda sem importância.
-Você tem amigos diferentes. Entenda, russos, italianos, chineses, japoneses... pra mim isso é o de menos. O que me importo, é o que eles fazem na minha cidade. Agora você sabe o que eles podem fazer.
O garoto acende um cigarro.
-Vamos Eduardo, no fundo você sabe. Eles são perigosos. Espero que você não se meta em mais problemas, sei que é difícil.
-Estou pensando em viajar.
-Pra onde? Você está sendo investigado, lembra-se?
-Você me acha realmente suspeito?
-Não.
-Então por quê me investiga?
-Olhe garoto, não sei para onde quer ir, mas pode voltar em um caixão.
-Não tenho medo. Morri quando ela morreu.
Ele tirou o distintivo da cintura e colocou no bolso.
-Entre nós, se eu fosse você, iria procurar que fez isso e o mataria.
-Não posso infringir a lei, lembra?
-Quem disse algo sobre lei? Digo sobre justiça. Mexerei uns pauzinhos. Se mande daqui, não volte se quiser, ou volte, foda-se.
-Obrigado.
O garoto se virou e deu mais um trago. O Policial fala:
-Boa sorte filho.
-Filho não, me chame de Edu, Du, Eduardo... como preferir.
-Ok.
O garoto entra no carro e liga o motor. O homem anda dois metrôs, um carro para e ele entra. A vagabunda começa.
-Seu amigo?
-Conhecido.
-Sobre o que conversaram?
-Justiça.
-Justiça?
-E viagens.. Sabia que a Colômbia é bonita? Principalmente a floresta colombiana.
-E o que você quer lá?
-Não sei. Quer ir comigo?
-Não força, não serei sua babá pelo resto da vida!
-Talvez não teremos o resto de nossas vidas.
Ela ficou sem entender.
-Bem... preciso arrumar minhas coisa, e dormir um pouco. Faz um favor para mim? Joga todas aquelas porcarias de garrafas pra fora da minha casa. Esvazia na pia e joga na rua, ou leva pra casa, foda-se.
-Vai entrar por AAA?
-Cala a boca sua vaca, por quê você não ocupa a sua boca me chupando.
Ela fica sem reação por um segundo e abre um sorriso.
-O traste voltou.
-Sim, voltei.

just..enjoy.